08 maio 2012

Kit de Maquiagem da P&W


Tenho esse kit de maquiagem há um tempinho já e acho ele bem legal. Uso muito as sombras mais dourada/cobre/marrom e de vez em quando faço alguma maquiagem usando algumas das outras. Os blushes também são bonitos e com boa pigmentação.  O pincelzinho de blush que vem é bem ruinzinho e já soltou todas as cerdas, mas ninguém ia usar ele mesmo (ok, eu usava quando não tinha nenhum outro pincel). O rímel achei quase inútil. O pincel de esponjinha tá começando a dar sinal que vai rasgar, mas ele é bonzinho e uso inclusive pra aplicar sombras avulsas ou de outras paletas que não têm esponjinha própria.

O kit também abre e dentro tem dois pós e quatro batons. Não gosto de aplicar batom com pincel e essas cores também ou não são muito meu estilo ou eu tenho versões melhores de outras marcas. Nunca realmente testei os pós, porque dá muito trabalho esse negócio de ter que ficar deslizando a paleta. Não levaria só ela numa viagem porque tenho muitos outros produtos que não vivo sem, mas ela é bem completa para esse fim.

Fiz swatches das sombras: acho a pigmentação delas boa, mas não duram muito. Com um primer ou fixador provavelmente durariam mais.

A P&W é uma marca do Paraguai, bem fácil de ser encontrada em lojas baratinhas. Não é excelente, mas funciona bem e pode ser útil. Ainda existem muitas outras opções de kits como esse, paletas de sombra, etc.

03 abril 2012

Maquiagem: Contém 1g

Esses dias fui na Contém 1g atrás de testar os corretivos coloridos. Lá ainda não tinha os em potinhos, mas tinha do líquido e eu comprei o roxo pras minhas olheiras. Mas lógico que quando testei o corretivo, a vendedora aproveitou pra me maquiar toda e eu acabei levando um monte de outras coisas (depois mostro aqui).
Achei a maquiagem que ela fez bem lindinha e quis postar aqui. Ela usou a paleta Blues (R$69). Esse vermelho-bordô-cereja é lindo. Ela colocou o tom mais claro da paleta como principal e depois o outro marronzinho puxando do meio da pápebra pro canto externo. Por fim, o vermelho marcando o canto externo e o côncavo. Ela também usou o glitter dourado por cima de tudo e tenho que dizer que ele é muuito lindo! As fotos não conseguem captar o quanto.

Nesse vídeo tem um tutorial usando praticamente só ele:



Lógico que isso é pra carnaval, mas acho usável pra uma festa , sendo que colocando o gliter por cima de uma sombra pra não ficar muito falhado, ou aplicando só um pouco de glitter por cima da maquiagem como a que ela fez.
Quanto aos outros produtos que gostei vou deixar pra mostrá-los e falar sobre eles em outro post.

27 março 2012

Comprinhas Avon



Comprei tudo pelo site da Avon. Os preços são ótimos e tem uma variedade maior do que no catálogo (esses da coleção Lenda da Sereia por exemplo, não tinha ainda no catálogo). O único porém é o frete de 20 reais (muito mais caro que alguns produtos). Dessa coleção de sereia escolhi o esmalte turquesa (adoro esmaltes do tipo verde-azul, tanto que comprei também o Picolé da Avon que é mais pro verde, mas ainda tem um toquezinho de azul); o duo de sombras verde água e amarelo-limão (pra mim isso é verde limão, mas quem sou eu pra discutir) e o batom Azaléia (que existe na linha regular Color Trend da Avon, mas não nessa embalagem bonitinha). O batom foi em torno de R$4,50; os esmaltes de R$2,89 e o duo de sombras R$12,99. A coleção também tinha outro duo bem bonitinho de sombras lilás e púrpura, mas achei que eram cores mais comuns e eu provavelmente tenho parecidas por aqui. Pelo mesmo motivo não comprei os outros 3 esmaltes e batons. Tinha um duo de bronzer/blush que eu achei que talvez não combinasse com meu tom de pele, mas mudei de ideia com relação a isso depois que descobri que comecei a usar um pó com um tom bem parecido como blush - mas isso é assunto pra outro post. Já usei os esmaltes e o batom e gostei deles, só achei o que tom de rosa do batom não combinou muito comigo, pra dar um efeito mais natural aplico só de leve. Adorei também a temática e o desenho das embalagens.

Outros produtos da coleção Lenda da Sereia




Comprei também o quarteto de sombras Expresso. Ele custa R$37 e tem sombras básicas e essenciais. Dá pra fazer maquiagem pra qualquer ocasião só com ele. E ainda tem essa sombra marrom com brilho verde genérica da Club da MAC. Eu já tinha a Club, comprei esse quarteto mesmo pelas outras cores e ando usando muito elas no dia-a-dia.

Preciso dizer que fui influenciada comprar todas essas coisas por esses posts do Pausa para Feminices: aqui e aqui.

Quem quiser pode comprar na loja online da Avon. Mas não vi mais os produtos da nova coleção por lá; talvez ainda tenha por catálogo com revendedoras (eu comprei uns outros produtos da avon por catálogo e depois mostro).

É isso. Pretendo mostrar em breve outras compras e também quando eu usar algum desses produtos e fotografar.

01 janeiro 2012

Uma retrospectiva ou um recomeço?



Começar o ano-novo sempre nos traz uma certa perspectiva de vida nova, coisas novas, sonhos novos e as mesmas velhas resoluções que (não) cumprimos no ano passado.

O passado sempre pode contrubuir para o nosso aprendizado, mas às vezes remoemos as coisas e deixamos de enxergar à frente. Acho que o interessante da sensação de recomeço do ano-novo é a possibilidade escrever o futuro a partir de uma página em branco, sem deixar-nos prender pelas coisas do passado.

Que 2012 seja um ano mais sereno, feliz e cheio de coisas novas.

30 dezembro 2011

Sapatilha Glitter

Essa semana comprei uma sapatilha de glitter prateado para usar no ano-novo, e fiquei questionando como usá-la em outras ocasiões e cheguei a conclusão que dá sim pra usar uma sapatilha de glitter em qualquer ocasião.

Para provar (e exemplificar), montei os looks a seguir:




Esse primeiro look é casual e mostra que a sapatilha pode ser usada no dia-a-dia. Lógico que ela adiciona um pouco de extravagância à roupa quando usada durante o dia, então talvez exija um pouco de coragem para usar. Mas no geral acho que pode ficar até bem discreto. É só combinar com uma calça jeans, uma blusa (que pode ser até uma T-shirt divertida). Como é dia, achei que combinavam um penteado básico e maquiagem e acessórios sem muito brilho para não tirar o foco do sapato e não refletir tanto a luz do sol por aí. =P



Se a ocasião pedir um pouco mais de arrumação, vale combinar a sapatilha com uma saia lápis, ou cintura alta e uma blusa com babados. Acessórios prateados e com strass ajudam a fazer o look parecer mais sofisticado. Vale usar acessórios ou uma bolsa ou blusa coloridas para quebrar a monocromia do prateado.




Aqui um look para noite: numa balada mais informal, se não quiser usar um vestido, fica legal também com uma calça jeans e uma blusa de sequin (brilhante!). Afinal a ideia aqui é que tenha muito brilho mesmo. Ou se preferir uma blusa simples, um maxi colar deixa qualquer roupa mais feliz. Para uma festa mais formal, a sapatilha de glitter é uma boa opção para fugir do salto alto (claro que se a festa for formal meeesmo, não vai ter jeito). Esse vestidinho tomara que caia com a saia prateada ou o branquinho com brilhinhos ficam lindos com a sapatilha. Novamente aqui também vale substituir por peças coloridas, seja na roupa ou nos acessórios.

Tô numa fase de querer coisas de glitter, então acho que vou usar bastante essa sapatilha por aí...

25 dezembro 2011

04 dezembro 2011

Edward Mãos de Tesoura



“Acho que, se ele não estivesse lá, não estaria nevando.”

Em uma noite de inverno, uma menina indaga a sua avó sobre a origem da neve. Esta cena dá início a um “conto”, narrado pela avó, sobre um homem especial. Um homem inacabado. É assim que o próprio Edward se define; seu criador, um inventor, não teve tempo de terminar suas mãos, e assim Edward ficou: sozinho num castelo cheio de invenções mirabolantes, com um coração de biscoito, e facas e tesouras no lugar das mãos.
Talvez por Edward já ter nascido adulto, ele seja de fato uma criança, uma criança que não conseguiu aprender como se comunicar, como conhecer o mundo. Afinal é pelo tato que as crianças têm seu primeiro contato com o universo ao redor. Elas tocam pra saber se é seguro, pra saber como são os objetos tocados, e principalmente, como se sentem as outras pessoas ao serem tocadas. E o que quem está tocando sentirá.
Mas Edward passa um bom tempo sem ter mãos e sem ter em quem tocar. Passa seu tempo construindo esculturas em arbustos, desenvolvendo uma habilidade especial, uma habilidade que seria abusada por outros no momento em que ele fosse introduzido em outro mundo. Quando Peg, uma simples mulher, vendedora de cosméticos, descobre Edward, resolve ajudá-lo a se integrar a sociedade. Mas estaria ela cometendo um erro ao retirá-lo, do que podemos chamar de seu “habitat natural”? Iria Edward conseguir se adaptar a um novo universo completamente diferente do seu?
O contraste entre os dois universos é bem explorado com a transição do castelo medieval de Edward e seu inventor para o subúrbio de casas coloridas que representa o típico estilo de vida americano de qualquer época. Todos os universos, porém, com o mesmo toque de fantasia. Mas nesse novo universo, Edward se destaca. No início se destaca de uma maneira positiva, e vemos os habitantes do subúrbio tentando lhe fazer amizade, pedindo que esculpa seus arbustos, ou seus cabelos, ou seus cachorros. Nesse primeiro período, na maioria das vezes, vemos o filme em cenas diurnas, com predomínio das cores, numa forma de demonstrar que todos aceitavam o estranho no ninho, fingindo (talvez) ignorar sua falta de completude.
Temos uma cena de um churrasco, em que um senhor idoso fala com Edward, mostrando empatia por sua situação: “Não deixe que ninguém diga que você é um aleijado”. Mais tarde no filme, a mudança da fala deste senhor representa a mudança de toda a visão da pequena sociedade a respeito de Edward.
Mas o que causou essa mudança? Edward é inocente, ele nasceu do jeito que é e fisicamente nunca mudou. Jean-Jacques Rousseau já disse que “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.” Seria isso o que aconteceu a Edward? A sociedade o incentivou a precisar de dinheiro e a invadir uma casa para roubar. Porém, ele não fez isso para si, mas “por amor”. Ele fez porque Kim, a menina que lhe encantou desde a primeira vez que a viu, pediu. Poderia o amor de Edward por Kim corrompê-lo?
E então se segue uma série de eventos, que chegam ao ponto alto quando Edward acaba machucando Kevin, o menino com quem morava, e a quem poderíamos considerar seu irmão, ao tentar salvá-lo de um atropelamento. Este e outros acontecimentos acidentais, agora predominando as sequências noturnas, levam finalmente ao banimento de Edward da comunidade que antes o havia acolhido bem. Percebemos a falsidade daquela comunidade, que havia acolhido Edward por ele ser algo novo, ou para que pudessem dizer que respeitavam as diferenças, e não por quem ele realmente era. Vemos, então, enquanto Edward corre, aquele mesmo homem que pareceu se identificar com ele dizer: “Peguem aquele aleijado.”
Edward representa a adolescência e as angústias dessa fase, a ansiedade em ser aceito e amado, e em ser importante de alguma forma. Mas Edward não foi preparado para a crueldade do mundo, não foi preparado para a realidade de ter que se defender e defender a seus amigos, e acaba precisando cometer um assassinato, como último ato possível para proteger sua amada Kim, o que sela pra sempre o seu destino, recluso no castelo.
Edward não foi aceito pelo mundo, e de certa forma, ele também não aceitou o mundo. Ele não pode se encaixar e então teve que se excluir. Mas ainda assim, Edward parecia sentir alguma falta do mundo lá fora, e achou um jeito de fazer parte dele através de sua arte, retratando pessoas em blocos de gelo, e trazendo a neve a cada ano para o Natal da cidade.